Tem pelo menos um dia em cada ano, que nos faz pensar nos anos que já se passaram...No meu caso, 36 anos de muitas experiências. Se eu dissesse que todas essas experiências foram boas, seria mentira. Isso não quer dizer que não foram importantes, especiais para a formação de quem hoje sou. Mas, agora me pergunto, quem sou eu? O que tenho feito de mim mesma, o que tenho me mostrado, o que tenho feito com meus pensamentos, com minhas ações.
Sei que sou uma pessoa que precisa de desafios pra se superar. E que desafios me coloquei pra que pudesse ultrapassá-los!! Tenho tendência a me acomodar, e por obra de Deus e de meus bons amigos espirituais, a vida vem sempre a me dar um chute na bunda..uma forma de pular para um outro degrau. Por vezes extremamente alegres estas minhas subidas.(Subidas, sim, porque não acredito em retrocesso na vida). Outras vezes, subidas penosas, dolorosas mesmo.
Por tudo o que passei, acredito em mim, na minha força interior, no meu poder de mudança. Nem sempre essa crença, porém, está visível pra mim...Preciso mergulhar no meu profundo interior e resgatá-la. Como agora.
Agradeço a Deus pela minha vida, pelos meus filhos, pelas minhas escolhas (sensatas ou não). Agradeço pelos amigos que tenho feito ao longo da estrada. Agradeço por ter conquistado amigos, afinal, muitos passam pela vida apenas com coleguinhas, com falsos amigos, com ilusões...
Neste ano que agora recomeça em mim, neste dia de apagar as velas e dos pedidos, peço a Deus apenas compreensão e sabedoria pra dar os passos que minha perna podem alcançar. Para falar apenas o que meus ouvidos gostariam de ouvir, de ouvir tudo o que preciso e o que meus amigos precisam dizer.Que Deus me dê paciência apra entender meus filhos, e para entender que talvez não me entendam agora. Que Deus me dê coragem pra enfrentar os novos desafios e que meus passos sejam firmes, mas não pisem em ninguém; que sejam suaves, mas me sustentem no chão.Que eu possa ser o que devo ser. Mãe, mulher, amiga, lutadora, companheira...Obrigada, senhor, pela chance de ser quem sou!
sexta-feira, maio 14, 2010
segunda-feira, outubro 26, 2009
Minha oração
Que o presente não seja uma saudade.
E que o futuro não se torne um grilhão.
Que seja possível tanto sorrir
Quanto derramar um pranto.
Mas que o pranto não me desfaça
A fé de poder no futuro te sentir.
Que a partida não seja ingrata,
E que a chegada não deixe um vão.
Que o amor seja a porta que abre
E que não haja nenhum sonho vão.
Que se possa dizer com as palavras
O que se vai no coração.
Que a dor não se agigante no peito
Nem que o peito em pedra fique
Que se risque a palavra maldita
E para tudo se ache um jeito.
Que os encontros sejam desejos
Que o desejo não vire prisão
Que a faca de dois gumes
Não se torne também solidão.
Que as mais belas lembranças
Não fiquem apenas guardadas
Que sejam compartilhadas
A cada dia em recomeço.
Que o medo não seja amigo
Dos dias, das horas a te pensar
Que seja linda a alvorada
Da nova vida a recomeçar.
E que o rumo do caminho
Não se torne bifurcação,
Que a estrada seja encantada
Que caminhe sempre para a união.
segunda-feira, julho 27, 2009
Manga-coco
O Ribeirão da Ilha sempre foi mágico pra mim. Nasci praticamente lá (a maternidade no centro foi um detalhe). Foi lá minhas primeiras peripécias sobre uma bicicleta (o que me rendeu um curativo espetacular). É lá onde moram minhas mais gostosas lembranças das férias, dos pés de frutas, dos meus namoricos; minhas lembranças visuais das casas antigas, do morro verdinho atrás de casa, da fogueira junina na casa da vó Anita, dos folguedos carnavalescos do Zé Pereira, do orgulho sempre contido de ver meus parentes conduzirem os cantos e encantos na banda Nossa Senhora da Lapa. É no Ribeirão que moram minhas lembranças gostosas da praia calma e limpa, das brincadeiras com os primos, do bolinho de chuva com suco servido na beira da prai pela madrinha, da caminhadas de fim de tarde com a Tia Marinez, para tirar as gordurinhas da adolescencia. E nessas gostosas caminhadas, um cheiro e um sabor sempre ficaram: o da manga-coco. Os pés gigantes das mangueiras ao longo da estrada, nos terrenos baldios, eram pratos cheios de sabor para a nossa paradinha rápida da caminhada. E um dia, tentando fazer poesia com o violão, me deparei, na lembrança, com esse cheiro e o sabor da manga-coco. Nem sei se os pés ainda estão lá, se a manga-coco ainda deixa seu cheiro e sabor peculiar por aquelas bandas. Mas, o que importa. Foi só unir o passado e o presente e saiu uma canção. Uma espécie de bossa para a poesia.
O tema, talvez , só faça sentido pra mim. Mas já é o suficiente para que eu a cante sempre.
Um dia, gravo ela e coloco como um vídeo para os meus amigos escutarem. Agora, vai a letra...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Lá na praia tem
um pé de manga-coco
e quando o vento bate
deixa muito louco
todo mundo passa
e sempre pega um pouco
dessa fruta doce
que faz lambuzar, ah, ah
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Por favor rapaz
Tome muito cuidado
que essa fruta é boa
mas tem um caroço
que se for chupar
tu fica todo doido
com essa maravilha
que é a manga-coco...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Um dia me disseram
que essa manga veio
com aqueles negros
escravos da Bahia
que foram criados
com a violência
mas são todos filhos
da mãe poesia...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Se você chegar
pra conhecer a ilha
e quiser comer
dessa maravilha
que é a manga-coco
pode perguntar
onde é que fica
o Ribeirão da Ilha...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
O tema, talvez , só faça sentido pra mim. Mas já é o suficiente para que eu a cante sempre.
Um dia, gravo ela e coloco como um vídeo para os meus amigos escutarem. Agora, vai a letra...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Lá na praia tem
um pé de manga-coco
e quando o vento bate
deixa muito louco
todo mundo passa
e sempre pega um pouco
dessa fruta doce
que faz lambuzar, ah, ah
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Por favor rapaz
Tome muito cuidado
que essa fruta é boa
mas tem um caroço
que se for chupar
tu fica todo doido
com essa maravilha
que é a manga-coco...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Um dia me disseram
que essa manga veio
com aqueles negros
escravos da Bahia
que foram criados
com a violência
mas são todos filhos
da mãe poesia...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
Se você chegar
pra conhecer a ilha
e quiser comer
dessa maravilha
que é a manga-coco
pode perguntar
onde é que fica
o Ribeirão da Ilha...
Ai que saudade da ilha
Da Ilha de Santa Catarina
sexta-feira, maio 01, 2009
A porta
Quando abro uma porta
é para conter o desejo
de ver-te trancado por dentro
pra nada mais fazer.
Por isso vivo tentando
arrancar as portas em mim
que me fecham para o mundo
que me levam pra longe de ti.
Bom mesmo seria não ter porta
viver com a alegria de apenas estar
não importa se dentro ou fora de casa
mas aconchegado no verbo amar.
Minha porta do coração
pensei abrir só por fora
por isso nunca pude me esconder
Hoje sei que abro apenas por dentro
e melhor não ter os segredos
que é para o amor encontrar.
Vou me desfazer de todas as portas
que um dia consegui esculpir
o que interessa agora é o caminho
que ainda tenho por abrir.
é para conter o desejo
de ver-te trancado por dentro
pra nada mais fazer.
Por isso vivo tentando
arrancar as portas em mim
que me fecham para o mundo
que me levam pra longe de ti.
Bom mesmo seria não ter porta
viver com a alegria de apenas estar
não importa se dentro ou fora de casa
mas aconchegado no verbo amar.
Minha porta do coração
pensei abrir só por fora
por isso nunca pude me esconder
Hoje sei que abro apenas por dentro
e melhor não ter os segredos
que é para o amor encontrar.
Vou me desfazer de todas as portas
que um dia consegui esculpir
o que interessa agora é o caminho
que ainda tenho por abrir.
Vinho
Teu corpo é como vinho
me entorpece, me fascina
deixa encorpada, curtida
Me faz querer ficar em teu ninho.
E se peco, querendo um copo a mais
logo vejo, sinto e te tomo
em meus braços, perco o sono
quero é viver nesse torpor, nessa paz.
Mas vinho se bebe aos poucos
e assim faz bem ao coração.
Teu corpo quero ter numa canção
tocada suave, baixinho, pra não ficarmos roucos.
E de gota em gota, gole em gole
vou te curtinho por inteiro
vou te banhando de meu cheiro
e enchendo nossa vida de amor.
me entorpece, me fascina
deixa encorpada, curtida
Me faz querer ficar em teu ninho.
E se peco, querendo um copo a mais
logo vejo, sinto e te tomo
em meus braços, perco o sono
quero é viver nesse torpor, nessa paz.
Mas vinho se bebe aos poucos
e assim faz bem ao coração.
Teu corpo quero ter numa canção
tocada suave, baixinho, pra não ficarmos roucos.
E de gota em gota, gole em gole
vou te curtinho por inteiro
vou te banhando de meu cheiro
e enchendo nossa vida de amor.
sábado, agosto 25, 2007
Voando
Ando sem tempo
as palavras ao vento
capricham e vão...
correndo, correndo
voando contra!
Não tenho adendos,
não estou pronta
pra continuar.
Então me aqueço
com palavras, juntando os dedos
torcendo mesmo pra dar certo
as minhas rimas desconcertadas.
Os versos vem e vão
mais perdidos que os pensamentos...
Fico por aqui,
pra não me atrapalhar
pra não espantar
pra não voar....mais alto.
as palavras ao vento
capricham e vão...
correndo, correndo
voando contra!
Não tenho adendos,
não estou pronta
pra continuar.
Então me aqueço
com palavras, juntando os dedos
torcendo mesmo pra dar certo
as minhas rimas desconcertadas.
Os versos vem e vão
mais perdidos que os pensamentos...
Fico por aqui,
pra não me atrapalhar
pra não espantar
pra não voar....mais alto.
quarta-feira, julho 04, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
Poemetos
Nesta noite tudo posso desejar
Desejo que tudo passe sorrindo
O amor e a dor de ver passar
Minha vida sem teu sorriso.
Planto a semente para germinar a vida
Colho da vida a minha própria semente.
Se passo os dias a remexer a terra,
Como posso querer me tornar gente?
faço poesia
como quem responde à vida
entupida de tantas armas
quero mais é que os versos
matem minha sede de harmonia.
Desejo que tudo passe sorrindo
O amor e a dor de ver passar
Minha vida sem teu sorriso.
Planto a semente para germinar a vida
Colho da vida a minha própria semente.
Se passo os dias a remexer a terra,
Como posso querer me tornar gente?
faço poesia
como quem responde à vida
entupida de tantas armas
quero mais é que os versos
matem minha sede de harmonia.
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
Meu Ribeirão
O Ribeirão sempre me pareceu
parado no tempo,
absorto.
Como a esperar o amanhã
mais colorido, até.
Era só pintar as casas
com cores novas, eu pensava...
amava com carinho a minha terra
minha, de meu pai, meu tataravô
que fugiu da guerra e
por esta terra se lançou ao mar
de tão distante, se perdeu
parou aqui, na rua estreita
na vila de pescadores
de Nossa Senhora da Lapa
Oh santa, protejei do alto do morro
os teus fiéis, infiéis também.
Ribeirão da rendeira
do terno de reis,
da dona Maroca na janela
sabendo da vida de alguém.
Ribeirão, nunca morei lá
meus sonhos sim
criam raizes naquela terra
nas areias da freguesia.
Na amendoeira da tia Ady
que cresceu antes de mim
e ainda lá está
meio torta,
já esmagada pelo progresso
pelo excesso de concreto.
Vou lá, vez por outra
levar meus filhos pra sonhar
brincar nas águas claras
ainda limpas.
Onde podem ver peixes,
pegar pampinhos e soltar
ter os pés beliscados pelo siri.
E a sorrir vamos nos virando.
Ribeirão dos encantos
dos vôos de criança
da Ilha da Magia
de meu eterno sonhar.
parado no tempo,
absorto.
Como a esperar o amanhã
mais colorido, até.
Era só pintar as casas
com cores novas, eu pensava...
amava com carinho a minha terra
minha, de meu pai, meu tataravô
que fugiu da guerra e
por esta terra se lançou ao mar
de tão distante, se perdeu
parou aqui, na rua estreita
na vila de pescadores
de Nossa Senhora da Lapa
Oh santa, protejei do alto do morro
os teus fiéis, infiéis também.
Ribeirão da rendeira
do terno de reis,
da dona Maroca na janela
sabendo da vida de alguém.
Ribeirão, nunca morei lá
meus sonhos sim
criam raizes naquela terra
nas areias da freguesia.
Na amendoeira da tia Ady
que cresceu antes de mim
e ainda lá está
meio torta,
já esmagada pelo progresso
pelo excesso de concreto.
Vou lá, vez por outra
levar meus filhos pra sonhar
brincar nas águas claras
ainda limpas.
Onde podem ver peixes,
pegar pampinhos e soltar
ter os pés beliscados pelo siri.
E a sorrir vamos nos virando.
Ribeirão dos encantos
dos vôos de criança
da Ilha da Magia
de meu eterno sonhar.
segunda-feira, janeiro 29, 2007
Água na boca
Foi em tua boca
noite passada
que descobri meu corpo.
Foi em teu corpo
que minha boca
arriscou desejos, suspiros.
Estavas, porém, longe...
Minha boca molhou,
atiçou tua formosura.
Mas não encontrou teus lábios,
não te trouxe pra perto
Perdeste até o tempo
- não deu água na boca -
o corpo recusou.
Fomos amigos, então
Dormimos abraçados
Dois anjos calados, colados
a procura do céu!
noite passada
que descobri meu corpo.
Foi em teu corpo
que minha boca
arriscou desejos, suspiros.
Estavas, porém, longe...
Minha boca molhou,
atiçou tua formosura.
Mas não encontrou teus lábios,
não te trouxe pra perto
Perdeste até o tempo
- não deu água na boca -
o corpo recusou.
Fomos amigos, então
Dormimos abraçados
Dois anjos calados, colados
a procura do céu!
domingo, janeiro 14, 2007
Rabiscador
Por vezes
me acho um rabiscador
jogando no papel as emoções
Outras vezes descubro que a vida
é mesmo um construir de ações.
Como diria o poeta
nunca estará pronta minha edição convincente.
Por isso, prossigo escrevendo
contando os versos no caderno
até que um dia eu possa dizer
que minha vida é mais
que um rabisco eterno.
me acho um rabiscador
jogando no papel as emoções
Outras vezes descubro que a vida
é mesmo um construir de ações.
Como diria o poeta
nunca estará pronta minha edição convincente.
Por isso, prossigo escrevendo
contando os versos no caderno
até que um dia eu possa dizer
que minha vida é mais
que um rabisco eterno.
terça-feira, novembro 14, 2006
Minha primavera
Quando setembro findar
estarei mais cheia de flores
bordarei de perfume minha cabeceira
encherei de néctar a banheira
para esperar meus amores.
E eles virão
tão cheios de vida, sem pudores
que não caberei em mim.
Virarei borboleta colorida
pousarei dividida pelas cores,
serei rainha do néctar da primavera
Estação de alegrias e dores.
E a chuva constante
molhará minhas asas
voarei por entre os matizes
como gota divina na aquarela
Pintarei minha vida sem deslizes.
estarei mais cheia de flores
bordarei de perfume minha cabeceira
encherei de néctar a banheira
para esperar meus amores.
E eles virão
tão cheios de vida, sem pudores
que não caberei em mim.
Virarei borboleta colorida
pousarei dividida pelas cores,
serei rainha do néctar da primavera
Estação de alegrias e dores.
E a chuva constante
molhará minhas asas
voarei por entre os matizes
como gota divina na aquarela
Pintarei minha vida sem deslizes.
E o futuro?
Toda noite me preparo
me encho de convicção
esperando que nada mude
que eu viva pela razão.
E toda manhã, surpresa
uma nova paixão.
Te encontro renovado
E eu perdida no coração.
Sem razão vou partindo
A emoção a dominar
No futuro, a esperança
De tudo equilibrar.
Partilhar contigo os sorrisos
Mas não esquecer de chorar
Viver a vida, os amigos
Parar de ser, e estar.
E o futuro vai se definindo
Num passe de mágica a bordar
Minha colcha de retalhos presentes
Meu eterno caminhar.
me encho de convicção
esperando que nada mude
que eu viva pela razão.
E toda manhã, surpresa
uma nova paixão.
Te encontro renovado
E eu perdida no coração.
Sem razão vou partindo
A emoção a dominar
No futuro, a esperança
De tudo equilibrar.
Partilhar contigo os sorrisos
Mas não esquecer de chorar
Viver a vida, os amigos
Parar de ser, e estar.
E o futuro vai se definindo
Num passe de mágica a bordar
Minha colcha de retalhos presentes
Meu eterno caminhar.
segunda-feira, outubro 09, 2006
Tua Boca
Em tua boca
passeio meu corpo
em teu corpo
minha boca desnuda
a paixão quase insana
o tesão que me faz muda.
Tua boca
satisfa-se em meu corpo
Minha boca
experimenta teu gosto
longe de nós, só o pecado
junto estamos como anjos alados.
E a tua boca
já toda rosada
em minha boca
ainda mais corada
salivas e línguas se confundem
doces sabores que nos iludem.
E nesta mais doce ilusão
tua boca suspira o prazer
minha boca se enche de paixão
nesta troca de fluidos, o dizer
Nunca mais serás o mesmo
e eu nunca mais ficarei a esmo.
Minha boca em tua boca
parece até uma loucura
desejo mais é ficar louca
completamente insana de doçura.
Completa em mim o teu desejo
e terás pra sempre o meu beijo.
passeio meu corpo
em teu corpo
minha boca desnuda
a paixão quase insana
o tesão que me faz muda.
Tua boca
satisfa-se em meu corpo
Minha boca
experimenta teu gosto
longe de nós, só o pecado
junto estamos como anjos alados.
E a tua boca
já toda rosada
em minha boca
ainda mais corada
salivas e línguas se confundem
doces sabores que nos iludem.
E nesta mais doce ilusão
tua boca suspira o prazer
minha boca se enche de paixão
nesta troca de fluidos, o dizer
Nunca mais serás o mesmo
e eu nunca mais ficarei a esmo.
Minha boca em tua boca
parece até uma loucura
desejo mais é ficar louca
completamente insana de doçura.
Completa em mim o teu desejo
e terás pra sempre o meu beijo.
terça-feira, outubro 03, 2006
Meu coração
Em nossas noites de amor
Meu coração bate descompassado
não sabe se estaciona, extasiado
se corre apressado, com vigor.
Do teu corpo que fazer-se parte
Em parte, quer vibrar com a canção
Não sei se o escondo esta tarde
ou se o deixo ao sabor da emoção.
Meu coração é meu maior tesouro
minha sensação e minha poesia
empresto uma parte de seu ouro
mas escondo minha maior alegria.
Se quiseres um dia conhecer
o que guardo cá dentro do peito
será preciso aprender:
me amar será o único jeito.
Meu coração bate descompassado
não sabe se estaciona, extasiado
se corre apressado, com vigor.
Do teu corpo que fazer-se parte
Em parte, quer vibrar com a canção
Não sei se o escondo esta tarde
ou se o deixo ao sabor da emoção.
Meu coração é meu maior tesouro
minha sensação e minha poesia
empresto uma parte de seu ouro
mas escondo minha maior alegria.
Se quiseres um dia conhecer
o que guardo cá dentro do peito
será preciso aprender:
me amar será o único jeito.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Asfalto
Tórrido asfalto, escaldante
matando de sede a linda flor
Insiste em nascer na correria
no meio de nada, só amor.
Os carros vão e vêm
esmagam-na todos os dias
resite, porém, ao tempo e à insensatez
prefere o calor à indiferença fria.
A flor que no asfalto vai vivendo
ensina uma lição a cada dia
é como o amor que cresce entre os espinhos
doi demais, não há mais bela poesia.
matando de sede a linda flor
Insiste em nascer na correria
no meio de nada, só amor.
Os carros vão e vêm
esmagam-na todos os dias
resite, porém, ao tempo e à insensatez
prefere o calor à indiferença fria.
A flor que no asfalto vai vivendo
ensina uma lição a cada dia
é como o amor que cresce entre os espinhos
doi demais, não há mais bela poesia.
domingo, setembro 17, 2006
Vinho
Teu corpo é como vinho
me entorpece, me fascina
deixa encorpada, curtida
Me faz querer ficar em teu ninho.
E se peco, querendo um copo a mais
logo vejo, sinto e te tomo
em meus braços, perco o sono
quero é viver nesse torpor, nessa paz.
Mas vinho se bebe aos poucos
e assim faz bem ao coração.
Teu corpo quero ter numa canção
tocada suave, baixinho, pra não ficarmos roucos.
E de gota em gota, gole em gole
vou te curtinho por inteiro
vou te banhando de meu cheiro
e enchendo nossa vida de amor.
me entorpece, me fascina
deixa encorpada, curtida
Me faz querer ficar em teu ninho.
E se peco, querendo um copo a mais
logo vejo, sinto e te tomo
em meus braços, perco o sono
quero é viver nesse torpor, nessa paz.
Mas vinho se bebe aos poucos
e assim faz bem ao coração.
Teu corpo quero ter numa canção
tocada suave, baixinho, pra não ficarmos roucos.
E de gota em gota, gole em gole
vou te curtinho por inteiro
vou te banhando de meu cheiro
e enchendo nossa vida de amor.
domingo, agosto 20, 2006
Borboleta
Ando colorida, vez por outra
a borboletear pelos jardins
não quero rosas, nem camélias
quero mesmo é um cantinho pra mim.
Onde eu possa esconder minhas asas
cansadas de aparecer
onde eu possa virar lagarta
buscar energia pra crescer.
Meu casulo não será lacrado
para que possam entrar os amigos,
pra que eu possa respirar outros ares
e lembrar do que sempre fui.
Vou virar borboleta nova
menos colorida e mais feliz
Vou voar pelas cidades
vou fazer o que sempre quis.
Cidades não têm muitas flores
sei disso mais do que ninguém
mas ser borboleta não tem sentido
se não for pra alegrar alguém.
Por isso voarei de casa em casa
a procura de uma flor
quando encontrar, descansarei a asa
vou tentar virar amor.
a borboletear pelos jardins
não quero rosas, nem camélias
quero mesmo é um cantinho pra mim.
Onde eu possa esconder minhas asas
cansadas de aparecer
onde eu possa virar lagarta
buscar energia pra crescer.
Meu casulo não será lacrado
para que possam entrar os amigos,
pra que eu possa respirar outros ares
e lembrar do que sempre fui.
Vou virar borboleta nova
menos colorida e mais feliz
Vou voar pelas cidades
vou fazer o que sempre quis.
Cidades não têm muitas flores
sei disso mais do que ninguém
mas ser borboleta não tem sentido
se não for pra alegrar alguém.
Por isso voarei de casa em casa
a procura de uma flor
quando encontrar, descansarei a asa
vou tentar virar amor.
Assinar:
Postagens (Atom)
